Obrigado 2011 / Bem-vindo 2012

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Não quero ficar aqui escrevendo as mesmas palavrinhas de sempre de final de ano. Até porque, não faz diferença entre o sábado pra domingo de dezembro pra janeiro ou de junho pra julho. A vida é feita de ciclos, é verdade. Entretanto, não vai mudar tudo só porque mudamos o número na hora de um cheque ou no cabeçalho de uma capa de jornal.

Quero sim agradecer o grande número de pessoas que acessaram meu blog e comentaram ou apenas compartilharam minhas humildes ideias em 2011. Que em 2012, GCroelmoirsatdaos (entenderam né?) tenham verdadeiros motivos, não só para comemorar, mas ao menos sentir um real orgulho dos clubes que amam.

O Inter na Libertadores e com um grande time. O Grêmio, tentando fazer da Copa do Brasil, sua retomada para os títulos e por aí vai. Bons planteis (pelo menos melhores que os de 2011) estão sendo montados. Estrutura física, humana e financeira também não parece ser problema. Então que venha 2012 com títulos e alegrias.

Grande abraço a todos e um ótimo 2012!

Viva o futebol!

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Chegadas e partidas (II) de meio caminho andado

Desde janeiro deste ano, o Internacional sofre com a necessidade de reformular seu elenco. Apesar de bons jogadores, ciclos se encerram e é preciso renovar. Não só em idade, mas em desejos, gana por conquistas. O que bandeiras como Bolívar, Índio. Kléber e outros ainda almejam em um clube que ganharam tudo? Sem falar na idade, até porque é isso varia de jogador pra jogador.

Existe aquela falsa ideia de que o difícil é manter. Fácil não é. Mas é bem menos complicado trocar algumas peças de um bom plantel como o Colorado do que iniciar do zero atrás de jogadores de posição em posição. A chegada de Dagoberto e a saída de Andrezinho ilustram bem a situação. Chega um ótimo atacante para formar um baita dupla com Damião e sai um jogador com um salário pesado e que não vem sendo aproveitado.

O Internacional precisará contratar jogadores para armação e criação por causa da saída de Andrezinho? Não. Oscar e D’Alessandro dão conta do recado muito bem. Juntando com a dupla citada para o ataque, formarão um quarteto e tanto do meio para a frente. Para a reserva ainda tem João Paulo e Ilsinho como boas opções.

Na zaga, o problema é maior. Juan foi vendido para investidores. Assim como pode ser encaixado em qualquer clube, pode permanecer. Não é o suficiente para uma Libertadores. Índio, ah… o Índio, para não ofender os saudosistas e o respeito a Dom Elias, é o segundo maior zagueiro da história do Internacional. Ponto. Não se pode esperar muito de um zagueiro que completa 37 anos em fevereiro próximo. Um companheiro experiente é necessário para jogar ao lado esquerdo do bom Rodrigo Moledo.

A lateral-esquerda também clama por um substituto para a iminente (positiva) saída de Kléber. De resto, reforçando o time de reservas com garotos e alguns experientes, o Inter tem condições de fazer um grande ano, como fez nos últimos cinco.

Viva o futebol!

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Chegadas e partidas de um planejamento

Contratações sempre geram um risco. São feitas de riscos. Umas menos, talvez mais seguras, outras, totalmente no escuro. Pelas bandas do Olímpico, ainda que sejam importantes (imprescindíveis) os reforços, as saídas de alguns jogadores mostram que a filosofia mudou.

A montagem de um grupo não se faz apenas com reforços, mas também passa pelo entendimento de que trajetórias precisam ser modificadas. Para o bem do clube e dos jogadores. É duro nomear ou simbolizar essas mudanças de entendimento da diretoria gremista. É preciso cuidado, pois se fala de profissionais e homens dedicados.

Realmente, as chegadas de Kléber, Marcelo Moreno, Sorondo, Henrique (?) são importantes. Assim como as “apostas” Marco Antônio, Douglas Grolli e Felipe Nunes, em um contexto de mais contratações, também são interessantes. No entanto, se a pergunta fosse “o que te faz pensar que o Grêmio está planejando bem 2012?”, a resposta seria “o empréstimo de Willian Magrão e a venda de Adílson”.

Tiveram boas atuações neste longo período de profissionais pelo Grêmio. Estão longe de serem jogadores desprezíveis (até porque, desprezível ninguém é). Muito longe. Mas a saída deles (e Douglas poderá ser o próximo) mostram a famosa e “clichesca” ideia de reformulação e oxigenação de elenco. E isso sim, é primordial para sair da inércia de times comuns montados nos últimos dez anos.

Viva o futebol!

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Fim da novela

A novela exibida pela “Grêmio Produções” em dezembro e janeiro não teve um final dos mais felizes para a torcida gremista. Ontem, chegou ao fim a última obra. Com requintes de drama e suspense, ainda que o investimento em escritores, diretores e, principalmente, ator principal tenham sido hollywoodianos, o final parece feliz.

Se não tiver um vale a pena ver de novo com o final modificado (Quem não lembra “A próxima vítima com final diferente do original quando exibida a tarde?), o Grêmio inicia o cumprimento da promessa de grande time para a temporada 2012. Falta um (no mínimo) zagueiro, atacantes e um meia.

Vivemos um tempo de grandes investimentos no futebol brasileiro. Ótimo. A parte ruim de tudo isso? A inflação uniforme de salários e contratações. Paga-se mais pelos mesmos jogadores. Em bem pouco tempo atrás, 500 mil reais para um Kléber seria absurdo. Hoje, foi o mínimo para que ele viesse.

Mas é bem verdade que trata-se de um atacante do nível que o Grêmio não conta há um bom tempo. Se for o início da montagem de uma grande equipe com mais contratações que devem vir por aí, perfeito. Se parar no Gladiador, é pouco. Tem uma base razoável. O que importa, é que, pelo menos esta novela teve um final feliz.

Viva o futebol!

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Diferença

Os times são formados com a maior quantidade possível de jogadores bons. Bons? Cada um tem seus graus de importância e expressões diferentes para, dentro de sua preferência, estabelecer quem é quem no futebol. Esqueçamos os extra-terrestres.

Vamos para o mundo real e atual. Diferenciados. Quantos são? Quais são em cada time? Todo time tem pelo menos um? Vários? Não importa. Rapidamente, observando a 36ª rodada, saberemos a diferença que fazem, jogadores como Damião, Fred, Felipe, Oscar, Deco, Adriano, pra ficar só neste final de semana.

No Inter, além da qualidade habitual de D’alessandro, o centroavante Leandro Damião voltou a marcar depois de dois meses de recuperação logo numa decisão como a de hoje. Além deles, um jogador que muitos torcedores ainda tem desconfiança, arrebentou e saiu como o melhor do jogo. Oscar já tem dez gols pelo Inter no campeonato e provou, não só pelo gol, que pode decidir. Foi o melhor da partida e o Inter está muito próximo da Libertadores do ano que vem.

A liderança provisória no sábado e a ainda real chance de título do Vasco, começou por um golaço do experiente Felipe. Era contra o Avaí, certo. Mas nenhum jogo é fácil neste Campeonato Brasileiro. Felipe não é craque. No começo do post foi avisado sobre o tamanho que cada um tem na sua cabeça. Agora, que o camisa seis vascaíno sempre foi um dos principais jogadores por onde passou, também é verdade.

Depois de sucessivas lesões, Frederico Chaves Guedes (Fred) e Anderson Luís de Souza (Deco) colocam o atual campeão brasileiro ainda com chances, mas já garantido na Libertadores. Fred é o vice-artilheiro do Brasileirão com 20 gols e, como (para este bloguista) não basta ser o artilheiro da competição, o nove do Flu é o centroavante da seleção do campeonato. Marcou só três no confronto direto contra o Figueirense. E se o principal atacante se destaca é muito em virtude do que Deco vem jogando suas assistências e capacidade de criação e organização no meio campo. Lembra seus melhores períodos quando honrava o apelido de Mago.

O último é contraditório. Por vezes – na maioria delas –, parece não se preocupar com questões inerentes a um profissional. Lesionou-se e faltou mais de 40 sessões de fisioterapia. Adquiriu peso e estreou bem depois do previsto. E também, é bom que se diga, não está perto de uma boa forma física. Mas quem é Imperador não perde a majestade, com o perdão da expressão previsível. O líder Corinthians empatava em casa e no final do jogo ele invade a área e marca o seu primeiro gol pelo Timão. Importantíssimo. Há apenas duas rodadas do fim do campeonato.

É sempre importante (e inevitável) contar com jogadores trabalhadores, esforçados e medianos em qualquer plantel. Mas, no fim, na hora que a coisa aperta, o decisivo aparece. Senão, seria jogador comum. Eles até dão vitórias, mas nunca conquistas de campeonatos e objetivos como os diferenciados.

E viva o futebol!

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Não foi (nem será) no Beira-Rio

A vitória sobre o Bahia foi fundamental. Magra, é verdade. Era obrigação? Talvez. Pouco importa. O Inter está de volta à briga, e com excelentes chances. E será que esteve fora?  Neste mesmo blog, escrevi sobre o temor de que o Colorado não se classificasse para a Libertadores. Ele ainda existe, mas está nas mãos de Dorival e pés de seus comandados um 2012 com o glamour da competição continental.

Agora, se analisar a rodada, a verdadeira vitória foi bem longe de Porto Alegre. Mais precisamente em Sete Lagoas, a 70 quilômetros de Belo Horizonte. Lá, o América Mineiro derrotou o instável Botafogo por 2 a 1 e deixou o Inter, pelo menos, por enquanto, a um ponto da zona de classificação pra LA2012.

Nessa ideia, é secar o Flamengo contra o Figueirense. Ou então, um empate entre eles. Tudo isso, depende só do Inter vencer as partidas que restam (preciso dizer?). Será fundamental, para que o objetivo seja alcançado, superar o adversários diretos do Rio de Janeiro e o rival Grêmio na última rodada. É a última cartada do Rio Grande do Sul na Libertadores do ano que vem.

Viva o futebol!

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Projac e Estádio Olímpico

Novela é uma ficção menor que o romance e maior que o conto. Alguns recursos narrativos do romance não aparecem na novela. No Brasil, se fossemos listar os produtos mais exportados, além de laranja, minério de ferro, carne, café, jogadores de futebol, e muito mais, não se poderia esquecer as telenovelas.

São produções de nossas televisões que depois de exibidas em horário nobre no Brasil, podem ser vistas em países de todos os continentes. Antigamente, ficavam cerca de sete meses no ar. Hoje a média é de três a quatro meses sendo exibida de segunda a sábado. No caso, da TV Globo, emissora que mais produz e tem audiência com esse gênero, existe um lugar especial para as produções.

Além de gravações de programas, as telenovelas também são produzidas no Projac  (abreviatura de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo, localizado em Curicica, no Rio de Janeiro.

No futebol, agora também existe um grande produtor de novelas. Sem a criatividade de novelistas como Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa etc, os dirigentes do Grêmio estão conseguindo, num mesmo ano, emplacar grandes sucessos também. Na ficção, os personagens principais sofrem muito, mas no último capítulo acabam com o vilão, tem filho e casam vivendo felizes para sempre.

Na novela Ronaldinho, rodada do final de 2010 ao Início de 2011, pelo menos pro público alvo de gremistas o fim não foi nada feliz. Pela ótica da audiência flamenguista pode ter sido um sucesso. E não é que agora, a direção gremista mudou o diretor e pretende emplacar mais um sucesso. A Insensata Contratação está sendo estrelada por dirigentes gremistas, com algumas locações em Porto Alegre e São Paulo.

Os estúdios estão localizados na Avenida Azenha, no Estádio Olímpico, na capital Gaúcha e tem no papel principal um gladiador chamado Kléber. Ainda não sabemos se ele é mocinho ou bandido, até porque o mistério é uma das características deste tipo de história. O fato é que o torcedor gremista não acha graça nenhuma neste tipo de trama e espera, de uma vez por todas, que dessa vez isso tudo acabe com final feliz.

Viva o futebol! E as telenovelas!

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Difícil questão

Crédito: Marcos Nagelstein/VIPCOMM

Sempre que o Campeonato Brasileiro inicia, deposito minhas esperanças no Internacional. Os merecidos títulos de 2006 para cá, mas, principalmente os plantéis que o clube vem apresentando para a disputa do campeonato, impedem que você, prezado leitor, esteja, neste momento, me chamando de louco por pensar isso.

Estrutura, investimentos, condições de trabalho são requisitos mínimos para a conquista de um dos títulos mais importantes do mundo – o nosso campeonato nacional é o melhor do planeta. É bem verdade que equipes conseguem ser campeãs sem a estrutura que o Inter tem, mas ajuda demais.

A torcida do Inter sempre acompanha e confia no time. Não poderia ser diferente. No entanto, chega o fim do ano e todos se perguntam: Porque o Inter não consegue ganhar o Brasileirão?

A resposta não é simples e nem será obtida através de palavras. O Colorado mais crítico traz uma lista de jogadores e fatores que podem ser considerados. Média de idade do time, treinadores, dirigentes, tudo isso compreende a ideia de responsáveis pelos fracassos (em termos de título nacional). Nos últimos anos, bateu na trave. Por pouco.

Em 2010, a explicação foi simples. A estratégia errônea de preparar-se para o Mundial de Clubes tirou qualquer motivação e coragem para ganhar o campeonato. E este ano? A instabilidade de troca de técnicos, a demora para contratar o substituto de Falcão… Podemos lembrar que o interino Osmar Loss ficou praticamente o mesmo tempo que o efetivado Julinho Camargo no rival.

Apesar de toda a instabilidade político-administrativa, o Inter mostra sim ter uma boa equipe. Tivemos amostras disso em grandes partidas do Colorado. Faltou coragem de contratar um plantel maior, com jogadores que não sejam um abismo de diferença entre reserva e titular. A questão das obras do Beira-Rio, não levo em conta. Os jogadores ficam alheios a estas questões.

Em 2012, renovo o pensamento de que o Internacional poderá ser campeão Brasileiro depois de 33 anos. Começa pela manutenção de jogadores importantes como Damião, D’alessandro, Bolatti e outros jovens. Dorival Júnior também é a garantia de começar uma temporada sem a certeza (ou vontade da maioria) de que em poucos meses haja troca no comando técnico.

Existe também a possibilidade do Inter classificar-se para a Libertadores e isso influencia na temporada toda. Analisando plantel, treinador e estrutura, creio que os responsáveis por um Inter forte em 2012 serão os dirigentes. Fernandão terá de provar que conhece o mercado e o presidente Giovani Luigi precisará de um pouco mais de agilidade e coragem na condução do clube. Só isso? Claro. O restante, a história, a camisa e a torcida colorada se encarregam muito bem.

Viva o futebol!!!

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Mais um gol de Romário!

No Brasil, temos o costume de desqualificar a maioria das coisas que vemos e ouvimos. As instituições e grupos não escapam. Vá lá que essa descrença não seja injusta. Realmente temos motivos para desconfiar de quase tudo e todos. Mas já ouvi muita gente falando que o Deputado Federal Romário (PSB-RJ) está sendo demagogo e oportunista.

Vamos com calma. O cara está fazendo questionamentos no lugar certo (parlamento). Questionamentos estes, que tenho certeza que a maioria das pessoas que respeitam e gostam de futebol estaria fazendo para senhores como Ricardo Teixeira, por exemplo. Se não faz, é porque “político é tudo igual”. Se fizer, é marketing.

Como essa discussão é cultural, não tenho pretensão (e intenção) de filosofar sobre. O que interessa é o enfrentamento que o baixinho está tendo com os comandantes (blindados) do futebol mundial e brasileiro. Ele quer transparência na conduta do Comitê Organizador da Copa do Mundo e na Confederação Brasileira de Futebol. É pedir demais?

Com a negativa após a pergunta de Romário a Ricardo Teixeira sobre o caso (dossiê) ISL, o deputado não se dá por satisfeito. Além de reclamar de boicote de outros colegas deputados pela blindagem aos cartolas, o melhor jogador da Copa do Mundo de 1994 promete ir à Suíça para obter os documentos que incriminariam Teixeira e Havelange.

Ainda que Ricardo Teixeira seja honesto e bem intencionado (Será?), somente esse período de quase 22 anos a frente da CBF é suficiente para considerarmos uma afronta. Não existe acesso, não existe valorização de nossos clubes e campeonatos. É uma ditadura diante dos olhos de todos. Logo, nós, brasileiros, que nos orgulhamos por sermos uma grande democracia. Logo no esporte mais democrático (pelo menos na paixão), temos que agüentar um senhor intocável que mais parece o Poderoso Chefão por mais de 22 anos. E se for (sempre foi) como ele quer, somente em 2015 deixará seu feudo futebolístico.

Aí reclamamos de um deputado que fala na lata e vai a fundo para tentar deixar menos vergonhosa nossa paixão? Não. Eu tenho fé. Até que me provem o contrário, apóio sim o cara que me fez chorar de alegria e orgulho quando tinha nove anos e começava a gostar deste esporte. Hoje, de terno, gravata e colarinho branco (porque não?), o deputado Romário de Souza Faria me faz ter esperanças de que podemos ter Copa e futebol valorizados e dignos no Brasil.

Viva o futebol!

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