
Autuori chegou na semana passada e já disse que Tcheco estava sendo sacrificado. Quem não gosta do futebol do capitão gremista tem a opinião de que ele anda lento e sonolento. Os que o admiram concordaram com o técnico gremista. Nem oito nem oitenta. Tcheco nem é um supercraque, mas o sistema estava contribuindo para más atuações nas últimas partidas.
Neste domingo, contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro, alguns ajustes do treinador, e a mudança ficou explicita em campo. A sistematização organizada e responsável na movimentação dos laterais, permitiram maior liberdade ao camisa 10 tricolor. Passes, chutes a gol e maior presença ofensiva, fizeram de Tcheco, um dos melhores em campo.
O jogo
A fraqueza do adversário também pode ter contribuído, mas a solidez da defesa fez com que Victor não trabalhasse tanto. Do meio pra frente, o volante Túlio demonstrou talvez a única e fundamental característica que o sobrepõe a Adilson, a experiência. E isso bastou para uma atuação segura e inteligente.
Aos 12 minutos do segundo tempo, Jonas aproveitou uma bola sobrada na entrada da área e abriu – de bico – o placar para o Grêmio. Quando Souza pediu para ser poupado, o mal acostumado torcedor gremista ao estilo Roth, pensou em Makelele (nada contra o jogador, mas sim com a as posição de volante em relação ao meia que deixava o gramado) ou um zagueiro.
Por sorte, o técnico era outro. Com isso, Douglas Costa foi chamado por Autuori. Se o garoto não driblou toda a equipe adversária nem fez golaços, pelo menos entrou muito bem na partida. E foi de um cruzamento rasteiro dele pela esquerda que Máxi Lopez mostrou porque é titular unanimemente. Em um rápido toque de calcanhar, o centroavante argentino deixou Fábio Santos livre para fechar o placar.
Agora o Grêmio enfrenta o Caracas, na capital da Venezuela pelas quartas de final da Copa Libertadores da América, nesta quarta-feira, dia 27.