
Em pé: Arce, Danrlei, Adílson, Rivarola e Roger; Agachados: Jardel, Goiano, Paulo Nunes, Arílson e Carlos Miguel
12 anos depois da primeira conquista da Libertadores, o Grêmio disputava sua quinta edição da competição. O título da Copa do Brasil de 1994 dava indícios de que o Grêmio poderia almejar vôos maiores no ano de 1995. Treinado por Luiz Felipe Scolari e novamente presidido pelo campeão do mundo Fábio Koff, a dura caminhada começou em São Paulo. No mapa abaixo, você verá os estádios e detalhes de cada partida do tricolor neste ano:

A primeira partida do Grêmio na campanha de 1995 foi contra o Palmeiras. Derrota por 3 a 2 em noite inspirada de Edmundo e cia. Ainda seriam disputadas mais três partidas contra o alviverde na competição. Os equatorianos do Emelec e El Nacional foram os adversários daquele grupo 4 que terminou com o Palmeiras em primeiro, dois pontos a mais que o Grêmio.
Na segunda fase (oitavas de final), a disputa com o Olímpia do Paraguai deixou de ser difícil por méritos gremistas. A vitória por 3 a 0 em pleno Defensores Del Chaco tranquilizou o tricolor para a confirmação da classificação com um 2 a 0 no jogo de volta em Porto Alegre.
A grande batalha gremista nesta edição de 1995 foram os dois confrontos contra o Palmeiras nas quartas de final. Um senhora goleada por 5 a 0 no Olímpico fez a maioria pensar que a classificação estava garantida. Pois ela foi quase perdida com os 5 a 1 aplicados pelos paulistas. Uma disputa emocionante mesmo.Como a batalha em La Plata serviu de grande aprendizado em 1983, esta também serviu de muito aprendizado para o Grêmio nas fases que ainda restavam.
A semifinal contra os conhecidos equatorianos do Emelec não foi fácil. Depois do empate em 0 a 0 em Guayaquil, a noite inspirada de Paulo Nunes e Jardel levou o Grêmio a sua terceira final de Libertadores na história.
Na final, o Grêmio teve pela frente o habilidoso Nacional de Medellin. Ao contrário de 1983, a primeira partida foi disputada em Porto Alegre. E deu Grêmio: 3 a 1, com um gol contra de Marulanda, um de Jardel e outro de Paulo Nunes.
O dia 30 de agosto de 1995 colocou o Grêmio no lugar mais alto da América do Sul. O Nacional, empurrado por 50.000 fanáticos torcedores, saiu na frente logo aos 12 minutos, com um gol de Aristizábal. A partir daí, a pressão do Nacional aumentou, mas o Grêmio estava determinado e soube conter os colombianos. E foi assim até os 39 minutos do segundo tempo, quando Dinho empatou. A festa já tomava conta da pequena torcida gremista presente ao no Estádio quando o árbitro encerrou a partida. O Grêmio era Bicampeão da América.

Esta segunda taça foi comemorada em dose dupla pelos gremistas, pois era a segunda conquista do clube na Libertadores enquanto seu rival Internacional só foi obter sua primeira e única conquista da competição em 2006.